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Xuhxix
Técnicas de Redação: Aula 1
15/01/2009 18:24 | 0 Comentários
Bem-vindo à nossa primeira aula. O tema de hoje é... NARRAÇÃO. Na aula passada dissemos que: é " em um texto para banco, um para perfume e outro para carro [...], que fica a fórmula, fica a técnica". Isso significa dizer, também, que para tudo o que formos escrever, há algumas características fixas que devem ser usadas na criação de cada um dos gêneros textais.
Uma bula de remédio, por exemplo, tem sempre a mesma estrutura: Identificação do produto; Informações ao paciente; Reações Adversas; Contra-Indicações, Precauções e Advertências; Posologia, etc. Com a narração, não é diferente.

DEFINIÇÃO

A narração é o texto em que se contam uma sequência de fatos ocorridos em determinado tempo e espaço, envolvendo personagens, onde o narrador 'narra a ação'. São exemplos de narrativas a novela, o romance, o conto, ou uma crônica; uma notícia de jornal, uma piada, um poema, uma letra de música, uma história em quadrinhos, desde que apresentem uma sucessão de acontecimentos, de fatos. Situações narrativas podem aparecer até mesmo numa única frase, como em: Os livros caíram da estante.

A narrativa deve tentar elucidar os acontecimentos, respondendo às seguintes perguntas essenciais:

O QUÊ? – o(s) fato(s) que determina(m) a história;
QUEM? – a personagem ou personagens;
COMO? – o enredo, o modo como se tecem os fatos;
ONDE? – o lugar ou lugares da ocorrência;
QUANDO? – o momento ou momentos em que se passam os fatos;
POR QUÊ? – a causa do acontecimento.

ESTRUTURA DA NARRAÇÃO

Convencionalmente, o enredo da narração pode ser assim estruturados: exposição (apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou da época), desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentando complicação e clímax) e desfecho (arremate da trama).

Entretanto, há diferentes possibilidades de se compor uma trama, seja iniciá-la pelo desfecho, seja construí-la apenas através de diálogos, ou mesmo fugir ao nexo lógico de episódios.

Escritores (romancistas, contistas, novelistas) não compõem um texto estritamente narrativo. O que eles produzem é um tecido literário em que aparecem, além da narração, segmentos descritivos e dissertativos.

As narrativas mais longas podem explorar mais detalhadamente as noções de tempo – cronológico (marcado pelas horas, por datas) ou psicológico (marcado pelo fluxo do inconsciente) – e de espaço (cenário, paisagem, ambiente).

ELEMENTOS BÁSICOS DA NARRAÇÃO

São elementos básicos da narração: enredo (ação), personagem, tempo e espaço.

Quando a história é curta, como na narração escolar, são imprescindíveis: enredo e personagens. A perspectiva de quem escreve é dada pelo foco narrativo ( de 1ª ou 3ª pessoa). Os discursos (direto, indireto e indireto livre) representam a fala da personagem.

FOCO NARRATIVO

Cada uma das histórias que lemos, ouvimos ou escrevemos, é contada por um narrador. A grosso modo, podemos identificar três tipos de narradores:

- Narrador-Personagem
- Narrador-Observador
- Narrador-Onisciente

O narrador-personagem narra a história em primeira pessoa, pois participa dela, como personagem. Por esta razão, sua narração é caracterizada como subjetiva, emotiva. Essa proximidade com o mundo narrado revela fatos e situações que um narrador de fora não poderia conhecer, ao mesmo tempo, essa mesma proximidade faz com que a narrativa seja parcial, impregnada pelo ponto de vista do narrador.
O narrador-observador conta a história do lado de fora, na 3ª pessoa, sem participar das ações. Ele conhece todos os fatos e por não participar deles, narra com neutralidade, apresenta os fatos e os personagens com imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos personagens nem das ações vivenciadas.
O narrador-onisciente conta a história em 3ª pessoa, às vezes, permite certas intromissões narrando em 1ª pessoa. Ele conhece tudo sobre os personagens e sobre o enredo, sabe o que passa no íntimo das personagens, conhece suas emoções e pensamentos.
Ele é capaz de revelar suas vozes interiores, seu fluxo de consciência, em 1ª pessoa. Quando isso acontece, o narrador faz uso do discurso indireto livre. Assim, o enredo se torna plenamente conhecido, os antecedentes das ações, suas entrelinhas, seus pressupostos, seu futuro e suas consequências. A onisciência do narrador revela-se no conhecimento íntimo que tem da personagem, desenvolvendo-lhe os pensamentos e apreensões.

As próximas aulas estarão recheadas de: 'tipos de discursos', 'enredo', 'tempo', 'tudo sobre 'personagens', 'diálogos', e muito mais.

Xuhxix - Raquel.

Fontes:

Brasil Escola
Fala Bonito
Mundo Vestibular

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